O rompimento do maior partido aliado da presidente Dilma Rousseff, o PMDB, representa a largada do processo de impeachment na Câmara, embora a comissão especial esteja em plena atividade. Sem a legenda, a oposição não conseguiria angariar forças para aprovar o impedimento de Dilma.

Ainda não há garantia de que os adeptos à proposta conseguirão os 342 votos necessários, em plenário. Se a votação acontecesse hoje, a oposição contabilizaria algo em torno de 350 deputados, segundo Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Acontece que muitos consideram o número superestimado.

Independente de haver o número suficiente para o impeachment, é crescente o apoio ao processo. O desembarque dos peemedebistas, que até o dia 12 de abril deverão entregar os 7 ministérios e os 600 cargos ocupados na estrutura pública federal, põe a presidente contra as cordas.

“O rompimento fortalece o impeachment, pelo tamanho e pela representatividade do PMDB”, afirma o presidente nacional do PPS, deputado Rubens Bueno (SP).

Entre os partidos menores, há um receio em relação ao vice-presidente Michel Temer. Eles não estão convencidos de que o peemedebista dará espaço em seu eventual governo.

O impeachment ganhou fermento, mas ainda não está sacramentado.