1. Dilma concederá hoje entrevista a jornais estrangeiros, como parte da estratégia do governo de denunciar à comunidade internacional o que chamam de “tentativa de golpe”. O governo tenta, com isso, angariar apoio para diminuir a pressão pela sua saída. Nesta semana, a presidente também escalou os ministros do Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, e da AGU, José Eduardo Cardozo, para também darem entrevistas a veículos internacionais como parte do plano (Folha).
  2. Ministros do Supremo se manifestam sobre impeachment ser golpe. Dias Toffoli afirmou que não vê o processo contra Dilma como um golpe (Folha). No Rio, a ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do STF disse que o impeachment não configura golpe se a Constituição for respeitada. Em entrevista à Folha, o ex-ministro do STF, Ayres Britto, que foi presidente do STF e atuou no processo do mensalão, também afirmou que impeachment não é golpe.
  3. A Procuradoria- Geral da República ( PGR) deu mais um passo para começar a investigar a presidente Dilma Rousseff; o vice- presidente Michel Temer; o ex- presidente Lula; o principal líder da oposição, senador Aécio Neves (PSDB- MG); e outros políticos citados na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido- MS), ex- líder do governo. Na semana passada, a PGR encaminhou 20 petições ao Supremo Tribunal Federal ( STF) fatiando a delação de Delcídio. Cada petição equivale a um termo de colaboração do senador (O Globo – p. 5).

Eventos:

  • 20h30 – Programa partidário do PSB, em cadeia de rádio e TV, com duração de 10 minutos.