Na quinta-feira (17), foram eleitos os 65 membros da Comissão Especial que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff, com ligeira maioria oposicionista. Os partidos que compõem a base apontaram 44 nomes; a oposição indicou 17; quatro são independentes. Entretanto, dentro da base aliada, há dissidentes. Quando analisamos os nomes indicados, a composição da comissão muda de forma significativa: 32 deputados são a favor do impeachment, 31 contra e 2 indefinidos.

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Qualquer que seja o parecer da comissão, ele terá que ser submetido ao plenário. E para ser aprovado o impeachment, são necessários 342 votos.

De acordo com o nosso cronograma (ver abaixo), a votação em plenário pode acontecer em aproximadamente 30 dias. Sem considerar manobras regimentais tanto por parte do governo quanto por parte da oposição, que podem atrasar ou agilizar o processo, a análise pelo plenário pode acontecer no dia 19 de abril.

 Antes disso, a reunião da Executiva do PMDB para discutir se o partido desembarca ou não do governo foi antecipada para o dia 29 de março. A decisão pode ser fundamental para o resultado da análise do processo pela Câmara.

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Posicionamento dos deputados

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