O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu deixar o governo. Pressionado pelo PT após rumores de que Lula seria alvo de quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal no âmbito da Operação Lava-Jato, Cardozo se sente injustiçado e resolveu entregar o cargo Dilma. No sábado, na festa de 36 anos do PT, Lula se queixou de estar sendo perseguido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A amigos com quem conversou ontem, Cardozo não escondeu aborrecimento com os ataques e afirmou que o PT não entende o seu papel quando fala em falta de controle sobre a PF (Estadão – p.A4). Além dessa, confira as outras notícias que vão agitar essa segunda-feira (29):

  1. Lula fez chegar a Dilma o recado de que pretende se concentrar em sua defesa pessoal e na reconstrução do PT, deixando em segundo plano a atuação em favor do governo. Um dos principais interlocutores do ex-presidente, o chefe da Casa Civil, Jacques Wagner, viajou a São Paulo na sexta-feira para ouvir a mensagem de Lula. Movimento desencadeado por ele começou com as duras críticas do PT ao apoio de Dilma ao projeto que altera o papel da Petrobras no pré-sal (Folha).
  2. O Ministério Público Federal reforçou o pedido da condenação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque por 24 atos de lavagem de dinheiro. A operação envolve pagamentos de propina ao PT, através de contratos falsos firmados com a Editora Gráfica Atitude. Segundo os procuradores, a gráfica tem por sócios sindicatos vinculados ao PT (G1).

Eventos:

  • O ex-presidente Lula se reúne com a presidente Dilma Rousseff para defender mudanças na política econômica.
  • Termina o prazo de consulta pública sobre a regulamentação do Marco Civil da Internet.
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor de fevereiro.