Notícias que vão movimentar esta segunda-feira (15):

  1. A presidente Dilma aceita rediscutir o papel da Petrobras na exploração de petróleo da camada pré-sal. A presidente concorda em fazer mudanças, desde que a empresa mantenha o direito de preferência nos próximos leilões. A troca de posição ocorre no momento em que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anuncia que vai colocar em votação, neste semestre, projeto de autoria do senador do PSDB, José Serra (SP), que acaba com o monopólio da empresa no pré-sal.
  2. No que depender do PSDB, principal partido de oposição, o governo pode contar com apoio para discutir e até aprovar algumas das reformas que considera fundamentais, como a da Previdência Social. Ao contrário do que aconteceu ano passado, quando namorou com a irresponsabilidade fiscal e surpreendeu a própria militância, o partido agora pretende imprimir ação legislativa coerente com suas antigas bandeiras, como as que marcaram o governo nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique (Valor).
  3. Em ofício ao Tribunal Superior Eleitoral, o juiz Sergio Moro afirmou que uma sentença sua, no âmbito da Operação Lava-Jato, comprovou repasse de propinas para campanhas eleitorais e recomendou à Justiça Eleitoral que ouvisse delatores do caso. No TSE, há quatro ações que pedem a cassação da coligação que elegeu Dilma Rousseff (PT) e seu vice, Michel Temer (PMDB) – Folha.

Eventos:

  • A presidente Dilma Rousseff conduz reunião de coordenação política no Palácio do Planalto.
  • O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se reúne com a bancada do PT no Senado para discutir a política econômica do governo.
  • O presidente do PT, Rui Falcão, reúne o Conselho Consultivo do partido para elaborar propostas na área econômica.

Na quarta-feira:

Na quarta-feira (17), o PMDB da Câmara escolhe o seu novo líder, que terá papel fundamental em duas matérias cruciais para o governo: o impeachment e a CPMF. A disputa está entre o candidato governista, Leonardo Picciani (RJ), que hoje ocupa o cargo, e o oposicionista Hugo Motta (PB), que conta com o apoio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).