Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, no final de dezembro, revelou que se a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes fosse realizada hoje, o senador José Serra (PSDB-SP) e o presidente da FIESP, Paulo Skaf (PMDB), seriam os nomes mais competitivos.

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Faltando mais de dois anos para a sucessão do governador de São Paulo (SP), Geraldo Alckmin (PSDB), a boa posição de Serra e Skaf pode ser explicada pelo recall de ambos. Serra, por exemplo, disputou seis das últimas sete eleições majoritárias no país. Foi candidato a presidente da República em 2002 e 2010, governador de São Paulo em 2006, prefeito da capital em 2004 e 2012, e senador em 2014. Skaf ficou em segundo lugar na eleição para governador de SP em 2014, quando Alckmin foi reeleito em primeiro turno.

Embora apareça com menos densidade eleitoral, o também senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é um nome que está bem postado no tabuleiro. Mesmo sendo menos conhecido que Serra e Skaf, registra mais de 16% das intenções de voto. Também cotados como possíveis candidatos a governador, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), e o vice-governador de SP, Márcio França (PSB), estão bem atrás de Serra, Skaf e Aloysio.

Marinho deve ter dificuldades na eleição de 2018, assim como qualquer candidato do PT, diante da forte rejeição aos petistas no maior colégio eleitoral do país. Já França, embora largue atrás, poderá crescer, principalmente se tiver o apoio de Alckmin, conforme antecipam os rumores que circulam nos bastidores. O apoio do governador Geraldo Alckmin terá um peso importante, já que sua gestão tem uma avaliação regular. Segundo a pesquisa, sua administração é considerada “ótima/boa” por 29,6%, e “ruim/péssima” por 28,5%. Para 40%, Alckmin faz um governo “regular”.

Com o desgaste do PT, a tendência hoje é que PSDB e PMDB disputem quem elegerá o sucessor de Alckmin. Desde a eleição de 1982, sempre esses dois partidos elegeram o governador de SP. O PMDB foi vitorioso em 1982, 1986 e 1990. E a partir de 1994, todas as vitórias foram do PSDB (1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014).

Apesar da tendência de PSDB e PMDB travarem uma nova disputa em 2018, reproduzindo o embate entre Alckmin x Skaf de 2014, podem ocorrer mudanças. Isso porque existe a possibilidade de Geraldo Alckmin trocar o PSDB pelo PSB para ser candidato a presidente da República.

Caso ocorra, Alckmin poderá colocar a máquina estadual para trabalhar em favor de seu vice, Márcio França (PSB), para torna-lo tornando competitivo. Além disso, há a possiblidade do senador José Serra se filiar ao PMDB para ser candidato a presidente. As eventuais saídas de Alckmin e Serra do PSDB poderia alterar completamente o quadro político não apenas no país, mas também em SP.

Porém, se tais mudanças não ocorrerem, o candidato do PSDB será bastante competitivo (seja ele José Serra ou Aloysio Nunes Ferreira), assim como o PMDB com Paulo Skaf. Dos nomes que hoje apresentam maior competitividade eleitoral, Serra é o que tem menos a perder. Como seu mandato de senador vai até 2022, mesmo que venha a ser derrotado, teria ainda mais quatro anos como parlamentar.